29 de junho de 2012

Religulous


  A ironia da religião é que, por causa do seu poder de divergir o homem para fins destrutivos, o mundo pode acabar mesmo. Com tantas profecias, armagedom, dia do julgamento para aqueles que acreditam (céu) e os descrentes (inferno). O fato é que a religião tem que morrer para a humanidade viver. Está ficando tarde, e não da mais para que decisões importantes sejam tomadas por pessoas religiosas, por irracionais (Bush) que guiam os navios-nações não como uma bússola, mas com um livro de receitas de cozinha. George Bush rezou muito pelo iraque, mas não aprendeu muito sobre ele.

   Fé significa fazer virtude do não pensar. Não é algo para se gabar. E aqueles que pregam a fé e a validam e a elevam, são nossos escravizadores intelectuais, mantém a humanidade na fantasia e no absurdo, que já justificou tanta loucura e destruição. A religião é perigosa porque permite ao seres humanos que não têm todas as respostas acharem que as têm. A maioria das pessoas deve achar maravilhoso quando alguém diz: "Eu desejo senhor. Faço qualquer coisa por ti." Mas como não há deuses falando  conosco, essas vontades são preenchidas por pessoas  com suas próprias corrupções, limitações e motivos. Então qualquer pessoa que te diga que sabe o que acontece quando você morre, eu te prometo: Não sabe. Como eu tenho certeza? Porque eu não sei, e você não tem poderes mentais que eu não tenha. A única atitude apropriada para o homem sobre grandes questões não é a certeza arrogante que é marca registrada da religião, mas a dúvida. A dúvida é humilde, e é assim que o homem precisa que ser, considerando que a história humana é uma merda repletade mortes erradas. É por isso que pessoas racionais, anti-religião deve acabar com a timidez,saírem do armário, e declararem-se. E aqueles que se consideram apenas religiosos moderados, precisam se olhar no espelho e perceber que o conforto que a religião oferece custa um preço terrível.

   Se pertencesse a um partido político ou a grupo social, que estivesse ligado a tanta intolerância, misoginia, homofobia, violência, e pura ignorância como é a religião... Você se retiraria em protesto. Não se retirar é ser conivente, como a mulher de um mafioso, com os verdadeiros demônios do extremismo que tiram a legitimidade de bilhões de seus seguidores. Se o mundo acabar aqui ou em qualquer outra época, ou se for empurrado ao futuro pelos efeitos do terrorismo nuclear inspirado pela religião, vamos lembrar qual é o problema real: Que aprendemos a criar morte em massa antes livrar-nos da desordem neurológica... de desejar mortes! É isso. Cresça ou morra.

"Adquirir armas nucleares em defesa dos muçulmanos é um dever religioso." Osama Bin Laden.

"Estamos num conflito entre o Bem e o Mal." George W. Bush.

Shame


Para ser definido como compulsão, o comportamento sexual de um indivíduo deve ser caracterizado pela impossibilidade de resistência aos seus desejos e impulsos, e pelo prejuízo decorrente deste comportamento desregrado, seja ele financeiro, emocional ou social. Há grande dificuldade de relacionar-se com amigos, familiares e parceiros, pois tudo à sua volta possui apenas um único objetivo: sexo. É uma patologia pouco divulgada e envolta em preconceitos e descrédito, justamente pelo papel que o sexo ocupa em nossa sociedade como principal e mais forte tabu.

Shame trata disso: o transtorno obsessivo-compulsivo sexual; seus sintomas, suas características e suas consequências. A história acompanha Brandon (Michael Fassbender), um homem bem-sucedido que sofre de compulsão sexual, e as mudanças que Sissy (Carey Mulligan), sua irmã, traz à sua vida, ao se mudar repentinamente para seu apartamento.

De início, mergulhamos em seu cotidiano, conforme o protagonista tenta lidar com sua doença. Seus pensamentos estão sempre voltados ao sexo. Ele precisa saciar-se, não importa com quem, onde, quando ou quanto custará. Para isso, há a necessidade de ausência ou poucos contatos amorosos, familiares ou amigáveis; isso torna-o mais frio, objetivo e eficiente.

O comportamento de Brandon nos apresenta à sua compulsão. Não há timidez em seus contatos sociais com o sexo oposto, mas sim cautela. Ele observa, espera, analisa. Precisa não apenas de um indício, mas de uma insinuação clara, para entrar em ação. Talvez pela dificuldade em identificar se a possível parceira está mesmo interessada nele (pois, apesar de possuir uma mente que conecta tudo a sexo, tem consciência de que os outros não funcionam desta maneira). Talvez pelo medo de sofrer uma sanção social, e ser taxado de “tarado” ou “pervertido”. Talvez simplesmente para não perder seu tempo com alguém que seja difícil de seduzir. Brandon não quer conhecer, conquistar ou convencer uma mulher. Não quer conversa. Ele quer sexo, ou seja, facilidade em ir para a cama. Quer variedade, pois apenas uma parceira não seria suficiente para satisfazê-lo. Por isso, prostitutas e casas noturnas são seus mais freqüentes passatempos.

É curiosa, por exemplo, a cena em que ele janta com Marianne (Nicole Beharie). Ele está lá: nervoso, impaciente e esforçando-se contra seus impulsos. Quando ela lhe conta que não é filha única e possui mais duas outras irmãs, ele pára, pensativo. Não diria pensativo, mas imaginativo. Aposto que sua mente fugiu em devaneios sexuais simultâneos com as três irmãs. 

Talvez pela experiência em vivenciar seus sintomas, talvez pelo fato de sua patologia não ser tão extrema, Brandon possui um controle parcial sobre sua vida. Porém, quando se exaurem suas forças ou finalmente se entrega, o sexo mostrado diante das câmeras (ao ser capturado pelo ponto de vista mecânico, necessário e compulsivo) prova que seu controle é frágil. Ele fica à mercê de sua doença. Quando Sissy se reintroduz em sua vida, quebra inconscientemente este frágil controle.

McQueen não se deixa levar pela vulgaridade, nem pelo sentimentalismo. Tudo é retratado sem apelações, pela ótica do protagonista, com suas obsessões, frieza e agonia. O ritmo do filme é perfeito para transparecer suas impressões; ele utiliza-se da lentidão para mostrar ao telespectador o tédio e a ansiedade que Brandon sente em atividades não-sexuais. Já quando se trata de sexo, o ritmo é frenético e rápido, passando as idéias de agonia e de insaciabilidade, por ele experimentadas constantemente.

Fassbender, que ultimamente vem se revelando um dos melhores e mais versáteis atores, está ótimo como o agustiado Brandon. Sua personagem pode ser taxada de egoísta e calculista, mas percebe-se que não é assim por opção; ela precisa ser assim para sobreviver à doença. O sexo doentio é retratado sem incomodar o telespectador; ao invés de asco, sente-se pena do protagonista.

Através de tomadas eufemistas, McQueen consegue abranger toda a controvérsia que permeia o assunto com sua câmera. Enfim, realiza um bom filme sobre um tema polêmico, com praticamente nenhuma discussão sobre o assunto e cenas que se explicam por si mesmas.

21 de junho de 2012

Os 100 benefícios da leitura


1. A arrogância diminui lendo um grande livro.
2. A leitura pode te afastar de ações e pensamentos ruins.
3. A leitura melhora a visão das coisas e permite ver o que antes nunca se havia visto.
4. A leitura expande a mente e estimula a memória.
5. A leitura é dinamite pura para a imaginação.
6. A leitura nos permite estar sempre acompanhados, mas também respeita a nossa solidão.
7. A leitura nos dota de palavras para expressar nossos sentimentos, emoções, crenças.
8. A leitura nos aproxima cada vez mais da  auto- compreensão.
9. A leitura é construtora de sociedades e de sonhos.
10. A leitura é algo que podemos fazer em todos os lugares.
11. A leitura ensina que o mundo inteiro pode estar num livro.
12. A leitura pode te transformar em imortal. Todo grande escritor, geralmente também é um grande leitor.
13. A leitura brinda benefícios econômicos: entender as cláusulas dos contratos te livrará de dores de cabeça.
14. A leitura nos transporta gratuitamente através do espaço e do tempo.
15. A leitura nos dá voz.
16. A leitura é o mais parecido à telepatia e à mediunidade.
17. A leitura nos dá o prazer de ver como nossa mente cria universos.
18. A leitura serve também como um espelho.
19. A leitura é como uma linda melodia sem instrumentos, o único instrumento é a palavra.
20. A leitura pode ser para uma criança um jogo perfeito.
21. A leitura é melhor- mas muito, muito melhor- que a televisão.
22. Quando leio, leio o universo.
23. Às vezes, quando leio, descubro o que penso.
24. A leitura evita infrações de trânsito.
25. Os maus governos temem aos bons leitores.
26. Os tiranos não suportam aos leitores que se empenham.
27. Os que têm a memória fraca têm na escritura e na leitura a sua melhor ferramenta.
28. A leitura eleva a alma.
29. A leitura rejuvenesce ao mesmo tempo que nos torna sábios.
30. É possível experimentar, morrer, nascer com a leitura, sem de fato experimentar morrer ou nascer.
31. Ler é deixar que o amor aconteça.
32. Ler é viajar sem pagar nada.
33. Ler nos guía através do mundo.
34. Ler as palavras de um pai ou mãe, escritas há muito tempo, os transporta ao presente.
35. Ler o escrito de uma criança nos obriga a redescobrir tudo.
36. Ler é uma escola, um templo, um hospital: me educo, me elevo, me reponho.
37. A boa interpretação do que se lê pode te fazer passar em concursos públicos e outros trabalhos.
38. Ler cultiva a humildade.
39. Ler nos conduz a paradoxos e é impossível aborrecer- se.
40. Ler acaba por transformar- se em uma atividade de tempo integral.
41. Ler em sonhos: quem dera fosse possível recuperar tudo o que foi lido assim.
42. Ler em uma biblioteca é como um safari na selva, mas sem vítimas.
43. Ler enriquece os sonhos.
44. Ler muda vidas.
45. Ler salva.
46. Ler é uma prova.
47. Ler nos permite ver a imensidão de nossa ignorância.
48. Ler brinda um prazer que, cultivado, pode durar toda a nossa vida.
49. Ler o que escreveu alguém há séculos é falar olho no olho com os falecidos.
50. Ler evita doenças, intoxicações e envenenamentos (leia sempre os rótulos e datas de validade).
51. Ler evita caras reparações e mal entendidos.
52. Ler é algo sumamente produtivo.
53. O hábito da leitura cria grandes oradores.
54. Ler gera temas para conversas.
55. Ler, às vezes, espanta.
56. Quando ler algo nos horroriza, comprova que o mundo ainda tem salvação.
57. Ler a imprensa é uma escola: descobre- se a mentira, a manipulação e o engano, mas sempre há algo de realidade.
58. Ler as palavras ajuda a ler os sintomas, as características, o clima, as faces, as estrelas.
59. Ler poesia é reinar em si mesmo, ou em outro.
60. Ler freneticamente e em carros em movimento, pode ocasionar tonturas (este não é um benefício).
61. Reler é um prazer supremo.
62. Ler leva as preocupações para longe.
63. Ler em voz alta é encarnar palavras.
64. Ler nos transporta a mundos desconocidos.
65. Ler é descobrir.
66. Ler é explorar.
67. Ler nos exige o mejor de nós mesmos.
68. Ler é escutar.
69. Ler enriquece sem limites.
70. Ler é uma herança magnífica.
71. Ler bons livros é uma arte que poucos cultivam.
72. Exercer o direito de ler é o princípio da sabedoria.
73. Um governo que não produz leitores, fomenta o fracasso.
74. Um governo que não produz leitores, não tem esperança.
75. Ler é o princípio da democracia.
76. Ler é um luxo que todos devem cultivar.
77. Ler deve reduzir a pobreza, a marginalização, a exclusão e a injustiça.
78. Ler abre inumeráveis portas e ilumina incontáveis caminhos.
79. Ler nos dá asas, nadadeiras, ousadia e olhos de raios- x.
80. Ler nunca é tempo perdido.
81. Ler nos dá amigos.
82. Ler educa a mente, a memória e a imaginação.
83. Ler obriga a escrever.
84. Ler obriga a aprender a escutar.
85. Ler nos faz pensar severamente nos outros.
86. Ler humaniza.
87. Ler libera.
88. Ler alimenta la auto- reflexão.
89. Ler eleva a auto- estima.
90. Ler nos abre o mundo.
91. Ler nos dá um sentido de antecipação.
92. Ler manuais nos impede de ser chatos.
93. Ler é sempre uma lição de humildade e humanidade.
94. Ler ilumina.
95. Ler é arriscar- se, expôr- se, aventurar- se.
96. Ler é correr o risco de mudar tudo.
97. Ler é uma das formas mais nobres de amor.
98. Ler é receber muito em troca de quase nada.
99. Ler é um excelente negócio.
100. Ler transforma o mundo.
 
Fonte (com adaptações): aqui.

20 de junho de 2012

Lista de livros 2010-2011


1. Grippando, James. O Último a Morrer
2. Grippando, James. When Darkness Falls
2. Mosley, Walter. Killing Johnny Fry
3. Knox, Tyler. Kockroach
4. Just, Ward. Forgetfulness
5. Butcher, Jim. White Nigh
6. Simmons, Dan. The Terror
7. Salvatore, R.A. The Hunter’s Blades Trilogy
8. Hamilton, Laurell K. Mistral’s Kiss
9. Angela Knight, MaryJanice Davidson, Virginia Kantra, Sunny. Over The Moon
10. Patterson, James. Step on a Crack
11. Patterson, James. Honeymoon
12. Patterson, James. Mary, Mary
13. Connelly, Michael. Echo Park
14. Cook, Robin. Crisis
15. Garcia Marquez, Gabriel. Cem Anos de Solidão
16. Garcia Marquez, Gabriel. Memórias de Minhas Putas Tristes
17. Caldeira, Jorge. O Banqueiro do Sertão
18. Assimov, Isaac. Fundação Trilogia
19. Assimov, Isaac. Eu, Robô
20. Kafka, Franz. A Metamorfose
21. Lewis, C.S. As Crônicas de Nárnia
22. Wilde, Oscar. O Retrato de Dorian Gray
23. Nietzsche, Friedrich. Humano, Demasiado Humano
24. Nietzsche, Friedrich. A Gaia Ciência
25. Nietzsche, Friedrich. O Anticristo
26. Platão. O Banquete
27. Platão. Hípias Menor
28. Freud, Sigmund. Obras Completas Sigmund Freud: Ediçao Luxo – 24 vols
29. Pilcher, Rosamunde. O Regresso
30. Christie, Agatha. Nêmesis
31. Christie, Agatha. Café Preto
32. Christie, Agatha. O Caso dos Dez Negrinhos
33. De Queiroz, Eça. O Primo Basílio
34. De Queiroz, Eça. O Crime do Padre Amaro
35. De Queiroz, Eça. A Casa e as Serras
36. Tolstoi, Leon. Guerra e Paz
37. Tolstoi, Leon. A Morte de Ivan Ilitch
38. Dostoiévski, Fiodor. Crime e Castigo
39. Dostoiévski, Fiodor. Os Demônios
40. Dostoiévski, Fiodor. O Adolescente
41. Shakespeare, William. Hamlet
42. Shakespeare, William. A Midsummer Night´s Dream
43. Lispector, Clarice. A Hora da Estrela
44. Lispector, Clarice. Água Viva
45. Quintana, Mario. A Cor do Invisível
46. Quintana, Mario. Caderno H
47. Quintana, Mario. Espelho Mágico
48. Saramago, José. Ensaio Sobre a Cegueira
49. Saramago, José. A Jangada de Pedra
50. Tartt, Donna. The Secret History

Donna Tartt: Uma obra de culto

Quando, em 1992, Donna Tartt, publicou "A História Secreta", um primeiro e extenso romance recheado de referências literárias, o êxito foi instantâneo. O livro foi considerado como um exemplo da recuperação da grande tradição da ficção russa, de Tolstoy a Dostoievsky, com o seu plot complicado e tenebroso, personagens a braços com crimes e castigos e em permanente estado de guerra de nervos.


A personalidade de Tartt contribuiu para o verdadeiro "culto" a que esta obra estava destinada. A sua diminuta figura – "sou exatamente do tamanho de Lolita e, em pequena, vestiam-me roupas de boneca", afirmou numa entrevista – o cabelo cortado à Louise Brooks, sotaque sulista, uma postura de reclusa e a firme decisão de se dedicar inteiramente à escrita, pondo de lado o casamento ("Je ne vais jamais me marier,"), a juntar ao fato de ser amiga de Bret Easton Ellis, fizeram dela um ícone do universo literário. Os críticos extasiaram-se com a sua erudição, o seu gosto por línguas estrangeiras e a aplicação direta que faz, com invejável desenvoltura, dos temas e técnicas da já longa história do romance.


“A História Secreta” Donna Tartt, Ed. Dom Quixote, Lisboa,2005, 699 págs., 27,76 euros

Em colaboração com o Suplemento Mil Folhas, edição do Jornal Público, Lisboa, 16 de Julho, 2005


Quando, em 1992, Donna Tartt, publicou “A História Secreta”, um primeiro e extenso romance recheado de referências literárias, o êxito foi instantâneo. O livro foi considerado como um exemplo da recuperação da grande tradição da ficção russa, de Tolstoy a Dostoievsky, com o seu plot complicado e tenebroso, personagens a braços com crimes e castigos e em permanente estado de guerra de nervos.



A personalidade de Tartt contribuiu para o verdadeiro “culto” a que esta obra estava destinada. A sua diminuta figura – “sou exactamente do tamanho de Lolita e, em pequena, vestiam-me roupas de boneca”, afirmou numa entrevista – o cabelo cortado à Louise Brooks, sotaque sulista, uma postura de reclusa e a firme decisão de se dedicar inteiramente à escrita, pondo de lado o casamento ("Je ne vais jamais me marier,"), a juntar ao facto de ser amiga de Bret Easton Ellis, fizeram dela um ícone do universo literário. Os críticos extasiaram-se com a sua erudição, o seu gosto por línguas estrangeiras e a aplicação directa que faz, com invejável desenvoltura, dos temas e técnicas da já longa história do romance. 

“ A História Secreta” abre com duas citações: um “sofisma” de Nietzsche e um passo da “República” de Platão que exorta a que se contem histórias “aos nossos heróis” para que eles “se eduquem”. São ecos de autores ilustres como Sterne – a citação em grego de Epictetus na primeira página de “Tristram Shandy” que quer dizer algo como “os homens são perturbados não pelas coisas mas pela opinião que têm das coisas” – e como Fielding que, em “Tom Jones”, vai buscar à “Ars Poetica” de Horácio, a frase, “ele conheceu os costumes do mundo”, a adaptação latina da primeira linha da “Odisseia” de Homero, que refere a sabedoria adquirida por Ulisses/Odisseus. Está dado o mote para a acção, com ecos de tragédia grega. 
A autora começa com um prólogo chocante e violento, um artifício que irá repetir no seu segundo romance, “The Little Friend”(2002). O leitor fica a saber que houve um crime e quem o praticou. Depois, a câmara faz um “zoom” para o que aconteceu oito anos antes, uma técnica utilizada por escritores de thrillers psicológicos, como James Ellroy e Henning Mankell. 
À primeira vista, a trama parece improvável: quatro alunos de Cultura Clássica do Hampden College em Vermont – uma zona elitista da Nova Inglaterra – influenciados pelo professor Julian Morrow, levam a cabo uma celebração dionisíaca durante a qual, matam e desmembram um camponês local, numa cena que recria o acto de Pentheus, em “As Bacantes” de Eurípides. O crime é descoberto por outros dois estudantes do grupo: Edmund (“Bunny”) Corcoran, que inicia uma descontrolada acção de chantagem, principalmente na pessoa de Henry, o líder carismático, e Richard Pappen, o narrador. 


Richard é californiano e um estranho na sociedade fechada da costa leste mas consegue juntar-se ao restrito círculo de alunos de Cultura Clássica, tutorado pelo excêntrico, diletante e snobe Julian Morrow. Os jovens em questão – Camilla e Charles, gémeos e órfãos, Francis, “Bunny” e Henry – fazem questão de demonstrar que se guiam por rituais e normas totalmente alheios aos do resto dos estudantes. Vestem-se e agem de forma diferente, decalcando os seus maneirismos sofisticados de Oscar Wilde ou inspirando-se em personagens como Dorothea Brooke, em “Middlemarch” de George Eliot. Quanto à única rapariga do grupo é consistentemente descrita como diáfana, luminosa, magnética, irreal. É evidente que a vemos através dos olhos de Richard que nutre por ela um fascínio obsessivo e condenado ao fracasso. 
A narração prossegue em jeito de confissão como se Richard fosse a lente de uma câmara de cinema que nos arrastasse num longuíssimo “travelling”. Ele é inteligente e perceptivo mas, a pouco e pouco, algumas das suas idiossincrasias tornam-se incómodas. Na sua ânsia por ser aceite pelos seus novos e sofisticados amigos, inventa um passado glamoroso e compõe uma persona bem diferente da real. O verdadeiro herói desta história é o brilhante, manipulador e sinistro Henry, a personagem trágica por excelência, a quem todos ficam ligados, para o bem e para o mal, “até que a morte os separe”. 


A ação decorre durante um ano lectivo, começando no Outono e terminando quando as férias de verão se aproximam. A mudança de estações tem grande importância para o ritmo dos acontecimentos e autora aproveita para fazer magníficas descrições das alterações na Natureza e na alma – negra – dos seres humanos. As montanhas e bosques que circundam o campus contribuem para a ideia de isolamento, para a definição de uma cosmogonia onde se forma uma célula que pretende reflectir o ideal clássico de beleza, eloquência, força e equilíbrio, na qual os seres humanos são permanentemente impulsionados por uma força a que se chama “destino”. Toda a história tem como objectivo dar a conhecer os factos que levaram os seus intervenientes ao culminar da tragédia e a forma como as suas personalidades, ainda mal formadas (ou melhor, deformadas) são literalmente arrebatadas por forças poderosas. Os “Mistérios” do mundo grego são parte do ambiente que eles desejam recriar mas essa vontade, para além de trágica, tem qualquer coisa de afectado. Os protagonistas trocam palavras em grego, latim, italiano e francês e pontuam o seu discurso de clichés como “o tempore, o mores” "amor vincit omnia", "requiescat in pace", ou "et tu, Brute". "Salve amice", é uma das saudações habituais e Henry atende o telefone com um murmurado "Khairei!". São personagens que surgem do escuro, aparecem repentinamente de lado nenhum, fazem perguntas embaraçosas, desaparecem em momentos críticos e respondem sempre de uma forma enganadora. Tudo – gestos, palavras, olhares desviados, insinuações sibilinas – servem para enfatizar o mal-estar generalizado, a tibieza e a desconfiança. “Bunny” é sacrificado porque faz troça do “sagrado” e quebra as regras do jogo. Torna-se imprevisível, ameaçador, impulsivo, desregrado e não muito diferente da maioria dos outros estudantes “normais”: rapazes e raparigas que não se dedicam seriamente ao estudo, passam o tempo em festas, consomem álcool e drogas e vivem um quotidiano de promiscuidade, roupa suja, sexo e outras actividades tipicamente estudantis. Os pais são figuras relegadas para um buraco negro – servem para suprir dinheiro e nem sempre – os professores são caricaturas. Julian, que inicia as aulas com a seguinte frase: “E agora, espero que estejamos todos prontos para deixar o mundo dos fenómenos e entrar no reino do sublime”, é a figura paternal que se destaca nesse universo de banalidade. 


Richard despreza os pais – que lhe pagam da mesma moeda – Charles e Camilla são órfãos e mantêm uma ligação incestuosa, Henry, Francis e os gémeos são católicos e “Bunny” aborrece-os com piadas acerbas e boçais sobre religião. Francis é homossexual, Charles é alcoólico em último grau e Camilla é uma allumeuse, embora tais detalhes sejam pouco explícitos. É preciso não esquecer que Richard, apanhado na teia do encantamento, está completamente “apaixonado” pelos amigos, totalmente rendido ao que eles lhe proporcionam – um escape à monotonia, um mundo ideal exótico e utópico, baseado nos princípios platónicos da “República” e nas suas múltiplas sequelas, de Thomas More a H.G. Wells. Encerrados na “ilha” que é o campus e os seus territórios limítrofes – a casa de campo de Francis funciona como uma colónia, uma arcádia ideal – vivem uma espécie de sonho (ou pesadelo) onde as leis comuns não se aplicam. Da cantina para a biblioteca, dos quartos dos alunos às salas dos professores, dos caminhos solitários aos relvados comunais, o narrador deambula continuamente num estado de semi-inconsciência, provocado por longas horas insones, drogas, álcool e anfetaminas e por essa espécie de entorpecimento causado pelo medo. A universidade é um autêntico gulag, um espaço circunscrito, com leis e costumes próprios, encerrado sobre si mesmo, esquecido do que é “a vida lá fora”. Os alunos formam clãs com uma cultura específica e rituais próprios: os hippies, os desportistas, as raparigas atrevidas e, é claro, o dos alunos de grego, principais heróis desta história que é essencialmente “secreta” porque os seus protagonistas, arrastados pelas suas próprias alucinações, funcionam como uma máfia. A espiral vertiginosa de Bunny, ao tombar na ravina é apenas o prenúncio de outras quedas, tanto físicas como morais. 
“A História Secreta” é um exercício de virtuosismo que funciona como uma sátira ao sistema universitário americano que por vezes, reproduz as leis de jogo de uma seita. É, também, num âmbito mais alargado, um livro sobre o exercício do poder, por parte de uma elite endinheirada e supostamente esclarecida, sobre quem não preenche os requisitos de um “ideal”. O despotismo encantatório de Henry leva a meditar sobre a forma como se manipulam as pessoas até ao ponto de as levar a fazer o impensável. Tartt consegue, ainda, mostrar lampejos de um humor negro no rasto de Flannery O’Connor, outra escritora sulista com quem ela partilha o gosto pela expressão da alienação humana. Por Helena Vasconcelos

Sexo anal, romance.

De saco cheio de fazer releituras, e bolso vazio para livros novos, acabei caindo nas graças dos e-books, e que graças que foram. Encontrei um dos melhores romances que ja li. Um achado, uma “obra-prima” despretenciosa. A história é interessante, o texto é bem escrito, os personagens são bem desenvolvidos, da até pra ouvir as vozes deles… Sexo anal, uma novela marrom é tudo isso que se definiu.. “O cu é marrom, a merda é marrom, a imprensa é marrom e até a terra, pra onde a gente vai debaixo no fim, é marrom. A vida não tem cor!”. Um romance nu e cru, um ótimo entretenimento e um dos melhores livros que já li. Sexo Anal, LEIA!





[ Luiz Biajoni escreveu um dos melhores romances que já li nos últimos tempos. Adorei tudo. O livro é camp, kitsch e trash como um velho episódio de batman. Quase da pra ouvir o crash, pow e bang nas cenas de violência ] Alexandre Cruz Almeida, “A Tribuna” do Rio de Janeiro e LLL
(www.liberallibertariolibertino.blogspot.com)

[ Raras vezez li algo tão despretencioso e engraçado. Sexo anal é divertido e tem um ritmo cinematográfico]

Ricardo Monteiro – Homen-Baile (www.homenbaile.blogspot.com)


[ Bia é o gênio da nossa geração ]
Rafael Galvão – (www.rafael.galvao.org)

[ Literatura pro-beat, sintetizadora de Nelson Rodrigues com todo o escracho ]
Reginaldo Siqueira – (www.singrando.org)

Ao escancara no título, paradoxalmente esvazia qualquer bobinha pretensão de excitação e voyeurismo punheteiro com o texto

A narrativa é sensacional, vertiginosa, violenta e lírica, misógina e feminista, global e paulista-carioca (carioca em seu cenário, paulista em sua “filosofia”). Quem acredita que os opostos não se misturam vai derrapar feio nesse romance


Idelber Avelar
Professor de Literatura Latino-Americana da Universidade de Tulane, New Orleans (USA)
idelberavelar.com

Dr. House

Eu, ateu - Argumentos racionais não funcionam com pessoas religiosas. Se funcionasse, não existiria pessoas religiosas.

- Você é ateu?

Eu, ateu - Só no natal e na páscoa. No restante, quem se importa?

- Qual  a diversão nisso? Um universo finito e sem mistérios?


Eu, ateu - Não é sobre diversão. É sobre verdade!.

Eu, ateu


 Religioso - Ateu é uma pessoa que não crê em Deus.  Portanto, não crê na criação. A maioria dos ateus creem na teoria da evolução. 

Eu, ateu - Acredito, que todo ateu pelo menos entenda um pouco sobre a teoria da evolução. Não necessariamente tenha que crêr.

Religioso - Essa teoria diz que o Nada, criou o nada. ( Hãn? )

Eu, ateu - A teoria da evolução, não diz que o nada criou o nada. Aliás, a teoria não dia nada sobre criação nenhuma. Ela só versa como os seres vivos estão em constante modificação no decorrer do tempo. Simples assim.

Religioso - Uma pessoa precisa de mais fé para acreditar na teoria de Darwin, do que para crer na bíblia. (Hãn? parte II) ... A teoria de Darwin, não tem fundamento.

Eu, ateu - A teoria de Darwin não tem fundamento? ... Certo Acho que está lhe faltando um pouco de informação.

Religioso - Tudo que há nela, Darwin se equivocou.

Eu, ateu - A teoria da evolução, começou com Darwin, verdade. Mas isso foi só o começo. De Darwin para cá, foram corroboradas com tolenadas de evidências. A teoria da evolução, não é só mais do Darwin, tanto que hoje chama-se teoria sintética da evolulção, que  engloba genética, biologia molécular e varias outras coisas.

Religioso - É um erro tremento a teoria de Darwin.

Eu, ateu - Não conhecer a teoria da evolução, não tem nada de grave. Ninguém nasce sabendo. O grave mesmo, é as pessoas quererem argumentar sobre alguma coisa que elas não entendem. Então, a teoria deve ser compreendida, para ser debatida.

Religioso - Quem criou o homem? Você vai responder que veio de uma evolução. O homem veio de um micro organismo unicelular e todos os seres viram desses organismos. E da onde veio esse organismo? Ele veio através da fusão de gáses?

Eu, ateu - Origem da vida? Isso não compete a evolução. Mas para o bem da argumentaçao, vamos prosseguir.

Religioso - Ai te pergunto, de onde vieram esses gáses. E você responderá que vieram de uma outra galáxia.

Eu, ateu - Evolução, Origem da vida, Origem do Universo? Confuso essa linha de pensamento... 

Religioso - Quem crisou essa galáxia? E quem fez? Quem foi? Quem fez isso antes, e antes disso? O nada veio do nada?

Eu, ateu - Isso se chama, argumento cosmológico.

Religioso - Deus, nunca foi criado por ninguém, e criou todas as coisas. (É, argumento cosmológico mesmo... Deus criou todas as coisas e não foi criado por ninguém.) E o erro do homem é tentar entender deus. ( O erro do ser humano, é tentar entender deus? ? ? ?) Deus é um ser soberano, que está acima de todas as coisas.

Eu, ateu - O argumento cosmológico falha em diversos pontos. Falsa premissa: Você começa seu argumento, tentando empurrar guela abaixo uma falsa premissa. Você parte da premissa, em que tudo no universo tem que ter uma causa. O universo não é feito só de causalidade, ele também tem casualidade. E então o argumento ja rui.  Ai porém, você apela para uma falácia, conhecida como Alegação especial: Na qual coloca-se uma proposição que está acima da lógica ou da compreensão. Ou seja, tudo no universo tem que ter uma causa, menos a sua proposição. No caso, Deus. Você faz uma premissa, e a sua premissa foge da sua premissa!? Algo tem que ter criado deus, e algo tem que ter criado esse deus e assim por diante.

Religioso - Deus é um ser todo poderoso. Que pela palavra da sua boca, ele criou todas as coisas. Deus não pode ser entendido pelo raciocínio humando (proselitismo, pregação... E pregação, não é argumento.) Então, é necessário se achegar a deus por fé. Isso ensina, a teolgia cristã (PREGAÇÃO!) Você pode acreditar em deus que é mais fácil. Do que procurar uma razão para existencia que você jamais vai achar.

Eu, ateu - A entendi, então a razão para acreditar em deus, é porque é mais fácil!

Religioso - Você acreditando em deus, deus existe. Você não acreditando, ele ainda existe. (Essa é uma alegação, e toda alegação precisa de evidências para suportalas. Legações extraordinárias, exigem evidências extraordinárias. Onde elas estão?) O nada não pode ser criado do nada.

Eu, ateu - Ninguém da comunidade cientifica afirma que nada veio do nada, ou que o nada criou o nada. E ai você diz que vamos tentar buscar respostar no inicio, e vamos ficar confusos, pois o raciocínio humano é limitado. (Mais uma vez a falácia. nós humanos não temos capacidade para entender, o que alias você, é capaz de entender.) Eu conheço muitos teístas. Pessoas que acreditam em deus, claro. A maior parte das pessoas acreditam em deus. Mas o curioso, é que nenhum desses que conheço, acreditam em deus baseados no argumento cosmológico. Elas acreditam em deus, por outras razões, razões pessoais. É impossível enfiar a lógica, pra tentar explicar a existência de deus. Ok vocês acreditarem em deus, não tem problema nenhum. Mas não tentem enfiar uma linha lógica, distorcer-la, revira-la e virar essa desonestidade intelectual absurda só para tentar provar seu ponto a força.

A mais mentirosa história de todos os tempos


 É na religião que se encontra, indiscutivelmente, a mais mentirosa história de todos os tempos! 
Pense nisso, a religião foi capaz de convencer as pessoas... De que existe um homem invisível vivendo no céu, que fica olhando tudo o que você faz,c ada minuto de qualquer dia. e o homem invisível tem uma lista especial de 10 coisas que ele não quer que você faça... 

 E se você fizer uma dessas 10 coisas! ele tem reservado para você um lugar especial tomado pelo fogo, fumaça, calor, tortura e angústia - para viver no sofrimento -  e queimar, suforcar, gemer, chorar intensamente, sem trégua e por toda a eternidade... 

Mas ele te ama.

 Ele te ama mais precisa de dinheiro! ele sempre precisa de dinheiro. É todo poderoso, todo perfeito, aquele que compreende tudo, o todo sábio. Mas inexplicávemente não sabe lidar com dinheiro.  A religião arrecada bilhões de dólares, não pagam impostos, mas sempre precisa de um pouco mais.
Bem, agora você sabe quem inventou e sustena a maior mentira da história... Afastem-se dessa merda!

19 de junho de 2012

Mulheres e suas controversias

 Mulheres, controversas... Lidam com homem cachorro, amigas cobras, colega piranha, são trabalhadoras arduas e insistentes. fortes como fortaleza, belas como arte.
 Mas basta aparecer uma barata que elas pulam como se o mundo tivesse sido invadido por lucifer e seus soldados...

Sexo com camisinha

Se a pílula do dia seguinte ja é considerada um aborto, conclui-se, no âmbito jurídico, que masturbação é um homicídio premeditado, sexo oral é canibalismo, coito interrompido é abandono de incapaz, sexo com camisinha é homicídio por asfixia, e sexo anal é mandar o filho à merda...

Jeremias do Nascimento

 Comé a história sinhô? Gostaria de prestar uma homenagem, a um ser tão magnífico. Jeremias do Nascimento. Um grande fã de Linkin Park e Renato Russo. Um verdadeiro exemplo de conduta perante ao alcool e prudencia no transito. Pois não foi você o culpado, foi o cão quem boto pra nois bebe.

  Quando questionado sobre maus tratos a seu cavalo ele responde com firmeza " Pode percurar o meu animal, se meu animal tiver uma ferida, se tiver algum machucão, eu sou o responsável por ele.. " Mas o bixinho ta tão magrinho dizem eles.. "Ele ta é mais gordo que nós, rebate nosso herói". Um trabalhador incansável... (Vivo trabaiando ingual voces, vivo na luta ingual voces, se for pra trabaia eu trabaiava cinquentazóra, e trabaiva agora...)

  Jeremias, você é "cabra homi" e um verdadeiro matador de hipócritas e delegados (se forem abusivos). Que sua mãe de muita risada da cara daqueles que tentaram trancafia-lo numa cela de cadeia e se encantarem com seu romantismo ao cantar "ie ie ie sem voce nao viverei." E como você sempre diz, tem que prender gente safada!

  Roubei tua mãe bixo? Roubei tua família? Matei tua família? Matei tu? Matei tu!? ahhh te fuder caraiiii... Como um verdadeiro Lord, você também sabe pedir desculpas... (Desculpa ali o que eu disse, aquele dia que eu disse. Eu tava sem condição de falar, foi um momento de fraqueza. Aquilo ali que eu disse nunca mais eu vou dizer, sabe.) Agradecemos por nos proporcionar tanta alegria e ser um verdadeiro exemplo para nós homens.
E para os que dizem que você tinha parado de beber... "Deixa isso pá lá, deixa isso pá láá..."

Deus, um delírio?

 Deus não existe! E o homem teima em acreditar nele. "Sinto Deus", "Deus está aqui" são vontades internas que o ser humano teima em querer acreditar. O Fato é que "DEUS NÃO EXISTE", assim como nenhum outro tipo de ser imaginário. Estude um pouco de história, leia um pouco de filosofia e você irá perceber isto, mesmo que com dificuldade. E por favor, não venha com frases feitas de "Jesus" do tipo "Jesus te ama" ou "Eu sinto Jesus" ou "Infeliz Ateu, Deus Te perdoe", ou milhares de outras idiotices que as pessoas levam quase que como um veneno. Cresça numa ilha de macacos que creêm que uma árvore é um deus. Aquela árvore será seus Deus e você dirá: "A Árvore te ama." Cresça numa sociedade com religião X e você dirá: "Deus X te ama." O mente do ser humano é completamente influenciável pelo mundo que vive, ele quer que deus exista, mas: DEUS NÃO EXISTE. Acredite pelo menos que não deve acreditar em sua mente, ela te ilude constantemente. Não existe espírito santo, nem cuca, nem papai noel, nem benção, nem oração. Ore ou não ore, as coisas acontecerão do mesmo jeito. Acordem, percebam, acordem!!! Porque o ser humano 'moderno' não percebe que as coisas apenas são o que são, simples ou não. Elas apenas são!! Socorro! Não há um deus. O universo existe como é e como vemos. O universo existe, deus não. DEUS NÃO EXISTE, criação do homem, feito a sua imagem, seu desejo, e historicamente uma ultra poderosa arma de manipulação de seres ignorantes. Ignorância esta que foi passada de geração em geração, que contamina nossos filhos, nossas mães, nossos amigos, nossas mulheres, nosso mundo. Seu mundo. O mundo está na sua frente, sinta-o, veja e agradeça à flor pela beleza dela. Não desmereça milhões de anos de evolução de um determinado ser, dizendo que este seus DEUS inexistente criado pelo homem criou ele. 'Sacanagem' com os conjuntos de átomos completamente inerentes à sua imaginação maluca de um ser que solta raios e cria coisas. DEUS nenhum criaria tanta coisa fantástica. Não creia que ele é poderoso, só se o 'he-man' e 'super-homem' também o forem. Antes que eu esqueça, tente você mesmo provar que nada é por acaso, que 'milagres' são simples acontecimentos. Aproveite também e tente procurar fantasmas, encostos e diabos. Manda o diabo me visitar, mas manda ele levar também uns anjos do mal e duendes. Diabo/Deus?? Os homens perderam a razão e não acharam. Os diabos estão em cadeias públicas. Deuses estão neste momento ajudando comunidades carentes. Não faça nada em nome de Deus, apenas faça. Ser Ateu não é ser orgulhoso. Ser Crente em um deus é que é o cúmulo do orgulho. Crer que o homem é o centro das preocupações de deus, e que tem a sua imagem. DEUS NÃO EXISTE, o homem é apenas um mamífero, um animal, uma vida Uma reunião de átomos acidentais que, não importa o motivo, chegou ao atual estágio evolutivo. EVOLUCIONISMO é conhecimento. CRIACIONISMO é ilusão. Acreditar no EVOLUCIONISMO não é ter fé, é ter razão. É fato. CRIACIONISMO? Creia e tenha fé, mas muita fé, pois sua razão foi pro espaço. Desculpe mas, CRIACIONISMO é algo realmente ridículo. Basta observar o mundo embaixo do seu nariz.

 DEUS NÃO EXISTE, acorde, perceba, leia, filosofe, olhe o mundo, olhe o ar, olhe a vida. As coisas simplesmente acontecem porque acontecem, não porque um ser imaginário que você quer acreditar quer que ela aconteça. Mortes acontecem, a vida acontece, coisas acontecem o tempo todo, quer você queira ou não. Não adianta orar, ninguém está te ouvindo. Você ora para você mesmo, ninguém está te ouvindo. Sua mente se contamina com coisas que te impôem desde que você nasceu. Fé é crer no que não existe. Não existe. DEUS NÃO EXISTE. É fato, aceite, não tente fechar os olhos, não me responda, não venha com frases imbecis e repetidas de outros ignorantes que por mera alienação fica crendo no que não existe. Acredite no que sabe, no que vê, no que é. DEUS NÃO EXISTE. Fato único e indiscutível, discutido aqui infelizmente porque muitos seres não são capazes de ver que simplesmente, triste ou não, DEUS NÃO EXISTE. Encarar o mundo sem este Deus criado, é semelhante à uma criança que um dia sabe que papai noel não existe. Claro, comparação absurda, porque pelo menos a criança um dia vai saber que papai noel não existe. Mas ninguém chega pra um adulto e tira a máscara da ilusão, dizendo que DEUS NÃO EXISTE. É muito claro perceber, é só aceitar que DEUS NÃO EXISTE que tudo fica mais claro. E o motivo? Não há motivo, com ou seu deus, com ou sem vida eterna, com ou sem céu, com ou sem inferno tudo fica sem sentido. Não há sentido e não há um Deus. É só aceitar! Aceite: DEUS NÃO EXISTE. Tão claro como acordar e ver o sol. Ver o mar, ver você. O mundo não pára, as estrelas nascem e morrem, indiferentes à você, elas apenas nos mostram a indiferença universal ao homem e à terra, meros acasos. Aceitemos que não somos nada para o universo, completamente insignificantes. Sei que é difícil acreditar que DEUS NÃO EXISTE. Mas ele não. As mentes mais brilhantes do mundo, filósofos, cientistas, sabem disso. Desculpe, mas se conhece algum ser brilhante que crê em um deus/religião este ser não é tão brilhante assim. Vou ser arrogante e dizer que me considero GENIAL, sim. Por entender e ver o mundo como ele é, sem máscaras. Saber que os riscos existem e que eu ficar balbuciando, gritanto, cantando para o NADA não vai adiantar. Posso e qualquer um pode sofrer acientes, ser assassinado, roubado... Crentes ou não crentes morrem por estes motivos em proporção idênticas à quantidade de sua existência. Vontade de Deus? Piada. Vontade? Vontade? Que Vontade? As coisas acontecem por si, não por vontade. Pelo Amor de Você, é revoltante ouvir coisas deste tipo. Vontade de quem? Amigo(a), não à vontade, há atitudes e ações. As coisas acontecem por motivos lógicos e combinações de variáveis boleanas 'e' e 'ou'. Repito: Revoltante ter que escrever algo tão lógico.

 Ter que escrever que tudo acontece porque se soma com outras coisas e se subtrai com mais outras e acontecem. Tão claro como estas palavras. Pelo Amor!!! Creia na vida. Viva ela como ela é, serás feliz, leve e livre de culpas. Seu Ateu é ser um humano completo. É ser apenas o que deve ser. Existir por si só. Fazer o Amor e o Bem sempre apenas porque a maioria prefere o bem. Só isso. Simples. Não dependa de Deus para ser bom, isto sim é repugnante. Não dependa deste NADA para ser bom. Não me responda, não quero ouvir frases imbecis de crentes ignorantes. Crente dizer que tem capacidade de racionício lógico é o mesmo que dizer que as plantas cantam e sabem surfar. Por pura lógica se deduz que no universo não há um deus. FATO, FATO, FATO e FATO. É assustador ver como eu vejo as coisas e ver que as pessoas não percebem e muitas nunca poderão perceber. Vão insistir em me dizer frases feitas. Vão insistir em se humilhar e em me humilhar, dizer que não julgam, dizer que Jesus ou qualquer bobeira é um salvador. Não existem milagres pessoal! Me mostre um! Por favor. E fantasmas também. Coisas boas aconteceram na sua vida? Coisas impossíveis? Não era impossíveis. Eram possíveis, pois aconteceram. Coisas que só um milagre faria? Não apenas um milagre as farias, mas infinitas forças de combinações de acontecimentos que permitem que todas as coisas que aconteceram tenham acontecido e que todas as coisas que vão acontecer aconteçam. É extremamente revoltante ver como as pessoas, a maioria sem opção e sem acesso a conteúdo bibliográfico de qualidade caem no marasmo de uma vida crédula, dizendo palavras enojadas como oração, bençam, deus, jesus. Acredite no amor, no bem e no efeito cascata que uma boa ação pode causar. DEUS NÃO EXISTE, ele simplesmente não existe porque foi criado Assim como o vampiro. Os fantasmas. Não há possessão, há no máximo pessoas loucas. Não há 'falar em línguas', há no máximo pessoas infectadas por uma fé louca que hipnotiza a mente consciente. Posso falar aqui pra sempre mas quem quer crer em um Deus continuará crendo. Se estiver disposto a conhecer a verdade, pare de crer em ilusões e veja o mundo simples como ele é. Você acredita no que quer, vê o que quer. Não quero seu perdão, perdão não existe, não perca seu tempo. Difícil se livrar da figura 'boa' de Jesus, mas tente pelo menos por um período. Se você voltar a crer, ele certamente te 'perdoará'. Aconselho fortemente que leia livros inteligentes como "Deus não é grande" e "Deus uma ilusão". Não diga que não sei escrever, prefiro saber pensar. Antes que eu esqueça: Não há pecado e felizmente você pode fazer o que quiser que não vai pro 'inferno', mas seja bonzinho, ok? ;) Por favor leia, pense, faça isso por você. O mundo seria tão melhor sem mentiras. Muito melhor. Talvez fosse mais mundo. Ahh!! Creia um um elefante branco com cinco pés, 1 orelha e 3 olhos por 5 anos e 2 meses e converse com ele todo dia. Ele finalemnte baterá na porta do seu coração.